domingo, 23 de maio de 2010

Instituto Tomie Ohtake (Camila)

O Instituto Tomie Ohtake está em um prédio bastante imponente na parte baixa de pinheiros bem perto do largo da batata, num local de relativa facilidade de acesso (pelo menos em termos de transporte). É um prédio um tanto quanto estranho na paisagem, o que talvez confira um certo distanciamento entre as pessoas que circulam na região e a própria instituição.

Com relação à visita em si e ao educativo, o acolhimento foi numa das salas do educativo onde as duas educadoras se apresentaram, a Julia e a Helenira (não tenho certeza se é esse mesmo o nome, eu sou meio surda então sabe como é...) e com a ajuda de um Power Point apresentaram a instituição e os programas desenvolvidos.

O Instituto Tomie Ohtake foi inaugurado em 2001 como uma instituição de arte contemporânea que recebe e produz exposições temporárias (alias, o instituto não tem um acervo, e por esse motivo não configura como museu) de acesso gratuito.
Os projetos de ação educativa estão primeiramente divididos em projetos especiais e projetos permanentes; também são produzidas publicações e seminários. A maioria dos projetos educacionais permanentes visam a formação de educadores através da vivencia com a arte.

Nesse acolhimento não foram dadas regras para a visitação, ou nenhum outro tipo de acordo (acho que elas partiram do principio que nós já sabíamos as “regras de comportamento” em exposições). Daí partimos para as duas exposições que estavam disponíveis: a “Ostengruppe, cartazes russos contemporâneos”. A educadora que ficou com o nosso grupo, a Helenira, primeiramente deixou o grupo livre para olhar e depois reuniu todos para a discussão, que passou pela temática do design, dos grafismos, e principalmente numa comparação com os cartazes brasileiros relativos a exposições culturais (como os da exposição). Para a discussão dos trabalhos a educadora escolheu dois cartazes em cada sala, e o grupo partiu deles para o debate. A educadora parecia ter bastante conhecimento com relação à exposição mas acho que ela deu bastante liberdade para os debates e respondia as perguntas acrescentando algumas informações que não estavam dadas.

Fomos então para a expo “Visionaire para todos os sentidos” na qual estavam presentes os 50 primeiros números dessa revista americana que tratava principalmente de estética. Nessa exposição não houve nenhuma interferência da educadora (eu pelo menos não peguei nenhuma) e todos ficaram livres para ver sozinhos ou em grupo. Quando saímos dessa expo fizemos uma reunião no hall perto das salas do educacional. O grupo debateu sobre o caráter fetichista da exposição, alguns tomaram a revista como vazia de um conteúdo para além da exploração da estética, o que invalidaria ou não a revista, e a conversa no geral se desenrolou em torno dessas questões.

Depois de tudo isso tivemos uma atividade de atelier relacionada com a expo da Visionaire, na qual o grupo se dividiu em três e foram sorteadas três palavras para basearmos nossas produções: Luz, Ácido e Fama. Essa foi a única interferência da educadora que deixou todos livres para trabalhar. Ao que todos terminaram cada um explicou o seu trabalho. Isso foi uma espécie de fechamento, onde no final a educadora explicou a importância do atelier como um espaço de desenvolvimento da criatividade aflorada pelas exposições e uma oportunidade de contato com a produção artística e suas implicações. No geral eu achei a visita muito boa, a educadora sempre esteve como facilitadora dos debates e levantou novas questões para o grupo.

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