Antes de iniciarmos a visita ao MASP, nos reunimos para conversar sobre a visita ao Itaú Cultural, ocorrida no dia anterior. Conversamos sobre a preparação do local para a recepção do nosso grupo e sobre o conteúdo das visitas monitoradas.
A visita no MASP se iniciou com uma breve apresentação da monitora Roberta, que logo nos conduziu para a sala onde se realizava o “ateliê”.
No local, Roberta junto a outras duas monitoras, Patrícia e Gabriela, nos apresentaram a proposta do espaço iniciando a atividade com a pergunta: “de onde o artista tira suas idéias?”.
A Sala possuía uma série de materiais e ferramentas que poderiam ser usadas por cada um para dar origem a sua própria criação, trazendo a tona não apenas o exercício da capacidade criativa, mas também um maior contato com os mais diversos materiais.
Haveria também uma atividade teatral, mas devido ao atraso do grupo que iria apresentá-la, infelizmente não pode ocorrer.
Ao fim do ateliê, cada um expos sua obra em uma mesa branca do lado de fora da sala e houve um momento de conversa sobre a atividade e a dinâmica de monitoria que é utilizada para ela.
Em respostas as diversas perguntas direcionadas a elas, as monitoras explicaram que, embora a atividade proposta para nosso grupo tenha sido um ateliê livre (cada um fazia a obra que quisesse da maneira que quisesse), havia também algumas visitas onde um tema era fechado e/ou direcionado para um tipo bem especifico de obra ou material.
Cada visita ao ateliê possui um limite de 10 a 35 participantes e uma composição de 1 participante adulto para cada 10 participantes abaixo dos 16 anos de idade.
As monitoras explicaram também, que existe uma serie orientações para os acompanhantes (pais, professores, etc.) para que eles possam compreender a proposta educativa da atividade e possam lidar com ela da melhor forma possível.
Após isso, tivemos um intervalo de 5 minutos, seguido pela condução do nosso grupo ao primeiro andar do MASP, onde os orientadores Denis e Ana Claudia proporiam outras atividades.
O andar era preenchido por 6 ambientes coloridos onde eram dispostos pequenos quadros.
Já no inicio, Denis e Ana Claudia se apresentaram como orientadores em oposição ao termo “monitor”, de acordo com eles esse termo remete a “monitoramento”, “vigilância” e essa não era a impressão que eles gostariam de passar.
Em um primeiro momento, sentamos sobre o chão de um dos espaços (mais especificamente o azul) e conversamos sobre o acolhimento possível em uma visita monitorada, levando em conta as varias “estratégias” necessárias aos educadores, tais como uma ficha do perfil do grupo contemplado.
Para simular o que seria uma visita rotineira ao MASP, os orientadores propuzeram algumas atividades muito interessantes.
Iniciaram omitindo o nome do autor e a técnica por ele utilizada. Explicaram que buscam com isso obter um maior numero de questionamentos.
Logo após pediram para que andássemos pelo espaço por 10 minutos, observando a obra com cuidado e tentando não se prender a conceitos ou idéias pré-construidas. Ao fim dos 10 minutos, voltamos a nos sentar no espaço azul e conversamos sobre o que vimos. Nesse estágio nos foi dito que se tratava da obra de Max Ernst, um pintor dadaísta e que dividiu esse conjunto de obras feitas através de colagem em 7 cadernos que representavam em uma lógica surrealista os “7 Elementos Capitais” associados aos 7 dias da semana. As obras pareciam possuir uma “lógica” interna e os quadros de um mesmo caderno possuíam varias referencias e temáticas constantes. A exposição se dispunha em uma divisão desses cadernos em 7 ambientes de cores diferentes, estando apenas a “quinta”, a “sexta” e o “sábado” em um mesmo ambiente e, portanto, com a mesma cor.
Na segunda parte, recebemos pranchetas e fomos convidados a realizar uma dinâmica que consistia em escolher um quadro e em um primeiro momento escrever na prancheta o que estávamos vendo. Logo após isso, deveríamos escrever o que achávamos que o autor desejou narrar com aquele quadro. Por fim, deveríamos imaginar uma cena anterior e outra posterior a essa narrativa.
Essa atividade, em minha opinião, permitiu um contato maior e mais puro com a obra, nos fazendo pensar nela em outra estrutura de eventos.
Ao fim, fomos conduzidos até a entrada da exposição onde havia um quadro também do mesmo autor que consistia em uma mulher em meio a águas turbulentas e com uma concha na cabeça.
A luz da imagem, conversamos sobre as possíveis interpretações e abordagens do educador ao fazer o elo obra - publico, ressaltando o foco em criar questões e inquietações nos participantes.
No final da manhã, fomos apresentados a Paulo Portela (coordenador do educativo) e a Christina (responsável pela assessoria a professores).
O Coordenador nos explicou a dinâmica e a preparação do educativo presente no MASP e falou sobre a “vitória” em conseguir 10 educadores fixos para o museu.
Para fechar a visita, recebemos um certificado de presença e fomos convidados a permanecer no museu pelo tempo desejado.
Antes de irmos embora, tivemos uma conversa rápida sobre a visita, onde vários temas foram abordados, tais como: a relação educador – publico, o numero de educadores, a proposta do ateliê e a própria curadoria.
Terminava mais um dia do Grupo 8, no curso de formação para a Bienal 2010.
bom,uma das coisas que eu achei interessante foi a interação entre os dois orientadores. Pra mim não funcionou porque parecia uma disputa pelo poder da fala. Mas no geral eu achei a atividade uma boa opção para trabalhar com adultos, porque interação de grupo é muito mais difícil nesses grupos e acho que ter um primeiro momento de contato individual possibilita que o visitante crie um vinculo com a obra e a própria exposição. Todas as visitas nos temos discutido bastante a visita de grupos de crianças e adolescentes, mas acho que seria bastante interessante a gente focar em grupos menos obvios para o educativo como a terceira idade e adultos que não tem intimidade com a arte.
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